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Instituto ABAD assina acordo de cooperação com a CNU, instituição que representa a ONU no Brasil, para desenvolver projetos sociais em sintonia com as metas do milênio

O conceito de interdependência resume o acordo de cooperação firmado no mês passado entre o Instituto ABAD e a Conversando com as Nações Unidas (CNU-Brasil), entidade que atua em cooperação com Organização das Nações Unidas (ONU). A CNU tem por missão contribuir para melhorar as condições de vida das pessoas, lutar pela implantação de medidas destinadas a salvar o planeta, e aproximar os diversos setores da sociedade com o propósito de facilitar o desenvolvimento social. Com o acordo de cooperação, a ABAD tornou-se um “membro ratificador” da CNU. Isso significa que a entidade representante dos atacadistas distribuidores afirma o seu alinhamento com os propósitos da ONU, ao lado de instituições como, por exemplo, a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) e a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio).

O acordo de cooperação prevê a elaboração de um plano estratégico conjunto com ações que serão implementadas a partir do próximo ano. Uma das ações propostas pela CNU é a visita de representantes da ABAD à sede da ONU, em Nova York, nos Estados Unidos, e ao escritório da UNCTAD (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento), em Genebra, na Suíça, em 2008, para conhecer melhor a estrutura e o funcionamento da entidade. Para incentivar o envolvimento dos atacadistas distribuidores nos programas sociais, a CNU também propõe a criação de uma certificação para as empresas que se comprometerem com o tripé educação, desenvolvimento socioeconômico e preservação do meio ambiente. As empresas participantes receberão um selo criado especialmente para o setor. “Os atacadistas distribuidores precisam entender que ajudar a melhorar a sociedade é uma forma de gerar negócios”, destacou Sheila Villas Boas, secretária-geral da CNU Brasil, durante a assinatura do acordo de cooperação na sede da ABAD.

Além disso, a CNU tem a intenção de apoiar e ampliar o desenvolvimento do programa Empório da Comunidade, projeto do Instituto ABAD realizado em Uberlândia/MG e que envolve toda a cadeia do atacado distribuidor para o desenvolvimento educacional de jovens de um bairro da periferia da cidade, com a inserção de novas metodologias para medir os resultados das mudanças sociais proporcionadas pelo projeto. Para o futuro, a idéia é que os trabalhos do Instituto ABAD possam vir a se articular com programas de outras instituições de modo a criar uma rede de entidades alinhadas com os Objetivos do Milênio na Escola.

A CNU reconheceu na ABAD, e, por extensão, no seu braço social, um parceiro em potencial. “Percebemos na ABAD a prática dos princípios que constam na Carta das Nações Unidas, da ONU, que é a preservação da vida dos homens e do planeta. Na rede social privada em que está inserida, a ABAD ajuda a facilitar a vida das pessoas em sua necessidade de comprar produtos. Essa é a materialização de uma prática que antes era feita somente por países, mas agora também é realizada pela iniciativa privada”, avaliou Sheila.

“O projeto de cooperação é estimulante e mostra o tamanho da nossa responsabilidade. Agora vemos o quanto podemos avançar e também dar exemplos para outros setores. Além disso, o acordo de cooperação com a CNU consolida a proposta do Instituto ABAD”, afirmou Geraldo Caixeta, presidente da ABAD.

O trabalho da CNU é pautado nos oito objetivos do milênio (veja Quadro abaixo) criados em 2000 pela ONU a partir de um estudo que detectou os problemas e as necessidades dos países pobres. A entidade brasileira também atua em alinhamento com os objetivos da UNCTAD, órgão da ONU cujo objetivo é promover o desenvolvimento econômico por meio do comércio mundial (em 2004, o Brasil sediou uma conferencia da UNCTAD). “Há uma tendência mundial no sentido de se proporcionar oportunidades de desenvolvimento econômico para os pequenos negócios e isso pode ser viabilizado por meio da criação de redes. A ABAD já faz isso, ela já promove o crescimento sustentável do pequeno varejo e isso está alinhado com o oitavo objetivo do milênio”, afirmou Sheila.

“Nossa meta é ampliar o Empório da Comunidade para outros locais e aprofundar as metodologias, ou seja, passar a discutir a questão ambiental, o problema da nutrição e a geração de renda, entre outros temas, a fim de conseguirmos atingir os objetivos do milênio propostos pela ONU. É uma oportunidade para a ABAD estar alinhada com os grandes movimentos mundiais, pois o setor atacadista distribuidor tem potencial para contribuir”, acredita Daniel Pascalicchio, gerente executivo do Instituto ABAD.

 
As 8 metas do milênio
 
Até 2015, 191 países membros da ONU assumiram os compromissos de:
Erradicar a pobreza e a fome.
Promover educação básica para todos.

Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres.
Reduzir a mortalidade infantil.
Melhorar a saúde materna.
Garantir a sustentabilidade ambiental.
Estabelecer uma parceria mundial de desenvolvimento.
Fonte: PNUD e Revista Distribuição
Texto: Denise Turco
Foto: Paulo Pepe
 
 
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